Inclusão digital financeira está apenas no começo no Brasil

Os semibancarizados ainda representam um desafio para ampliar a dinamização da economia e a inclusão social. “Nosso principal competidor é o dinheiro de papel; 38% da população ainda paga alguma conta com dinheiro”, disse Carol Conway, presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet) e diretora de assuntos regulatórios e institucionais no Grupo UOL| PagBank, ao participar de painel sobre os novos horizontes para a inclusão financeira no PAINEL TELEBRASIL INNOVATION, realizado em São Paulo.
Tem ainda muita gente para ser incluída no sistema financeiro, uma lacuna que pode ser preenchida com iniciativas regionais e relacionadas, por exemplo, a nichos da economia. Conway deu como exemplo projetos que podem ser direcionados a favelas, beneficiando uma enorme gama de pessoas.
“O Pix incluiu muita gente no sistema e é uma porta de entrada para as contas digital. Foi favorável ao PagBank e a outros no sentido de abrir a porta do ecossistema. Já a maquininha é uma escolha do lojista. Hoje, nosso foco é no ecossistema completo e precisamos endereçar a questão do crédito que, para o pequeno lojista, a atividade de antecipar o recebível é uma modalidade de crédito. Começamos a fazer isso lá atrás e hoje essa é uma frente importante”, ponderou Conway.
Jailson de Souza e Silva, fundador do Observatório de Favelas e assessor da presidência do BNDES, destacou que democratizar o crédito sempre passa pelo risco de crédito, o que dificulta o acesso ao dinheiro por uma parte da população que não tem garantias.


