Ministro da Fazenda se diz contrário ao fim do parcelamento no cartão de crédito

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu um olhar mais criterioso para o fim do juros rotativo do cartão de crédito. A medida foi defendida pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na semana passada, em audiência no Senado Federal.
Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo — gravada na sexta-feira (11) e divulgada nesta segunda-feira (14) — Haddad afirmou que apesar das taxas serem abusivas, chegando a mais de 400% ao ano, é preciso observar a forma de consumo das famílias brasileiras e como afeta o varejo. “Tem que proteger o consumidor, mas não comprometer o sistema de vendas, que é o padrão de compras brasileiro. Até alimento é comprado assim”, afirmou.
Haddad foi questionado sobre a proposta de Campos Neto em extinguir o crédito rotativo do cartão de crédito. Em audiência no Senado Federal, ocorrida na quinta-feira (10), o presidente do BC afirmou que a medida seria uma forma de combater a inadimplência que, segundo ele, nos últimos dois anos e meio, chegou a 52%.
A ideia então seria encaminhar os devedores direto para o parcelamento da dívida, que teria taxas de juros em torno de 9% ao mês. A solução deverá ser apresentada pelos técnicos do BC nos próximos 90 dias. A ABRANET se posicionou contra a proposta apresentada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e endossada pelos grandes bancos. Para a entidade, a medida é prejudicial aos consumidores, aos pequenos lojistas e à economia do país.



