Movimentações pelo PIX batem recorde e somam R$ 17,2 trilhões em 2023

As transferências de recursos e os pagamentos feitos por meio do PIX, sistema em tempo real, somaram R$ 17,18 trilhões no ano passado e bateram recorde. As informações são do Banco Central.
Segundo ainda a Autoridade Monetária, o crescimento das transações feitas via PIX foi de 57,8% na comparação com 2022, quando as movimentações totalizaram R$ 10,89 trilhões. E foram mais do que o triplo do volume de 2021 – quando somaram R$ 5,21 trilhões.
Na contramão do forte aumento de transações do PIX, os números oficiais do Banco Central mostram que a quantidade de dinheiro em circulação teve queda em 2023. Ao final de 2020, ano caracterizado pela pandemia da Covid-19 com a injeção de bilhões de reais em notas no mercado para o pagamento do auxílio emergencial, R$ 371,4 bilhões estavam em circulação, volume que já recuou fortemente em 2021, para R$ 339 bilhões.
Novas funções para o PIX
O Banco Central prevê novas funcionalidades para o PIX neste ano. Entre elas, está o Pix automático, que deve começar a operar em 28 de outubro deste ano.
Essa modalidade do Pix vai permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas. O Pix automático poderá ser usado, por exemplo, para pagar: contas de água e luz; escolas e faculdades; academias, condomínios e parcelamento de empréstimos.
Esse tipo de pagamento já pode ser feito através do débito automático, mas na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas.
Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, também será obrigatória a partir de outubro de 2024. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para:Mesada; Doação; Aluguel entre pessoas físicas e prestação de serviço por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico etc).
