Análise da Xertica.ai aponta que governos lideram adoção de IA na América Latina

Levantamento da da Xertica.ai, empresa especializada em GenAI e consultoria em nuvem com atuação em oito países, aponta o setor público como o que mais cresce em termos de adoção de soluções tecnológicas: a receita gerada por soluções voltadas a governos cresce a uma taxa de 28% ao ano, quase três vezes mais que os 11% registrados entre grandes empresas privadas (enterprise).
A transformação digital do setor público está avançando em ritmo acelerado na América Latina, impulsionada por um aumento expressivo nos investimentos em inteligência artificial (IA) e computação em nuvem. Segundo análise da Xertica.ai, os gastos governamentais com tecnologia têm crescido em alguns casos até três vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB), superando, inclusive, o ritmo de investimento da iniciativa privada.
No Brasil, o cenário não é diferente. Com aumento de 6% nos investimentos públicos em TI somente em 2023, o País está entre os que mais investem em soluções de IA aplicadas à gestão pública, especialmente na esfera judicial. O Judiciário tem se destacado na adoção de tecnologias para automatização de processos, análise de documentos e vídeos, além da integração de bases de dados e uso de IA generativa para geração de insights e relatórios.
O avanço da IA no setor público brasileiro ocorre, em grande parte, por conta da demanda urgente por eficiência em áreas críticas. De acordo com Gustavo de Paula, gerente-geral da Xertica.ai no Brasil, a Justiça, por exemplo, tem buscado ferramentas que acelerem a análise de provas e documentos, enquanto instituições de saúde e educação estão recorrendo à IA para agilizar diagnósticos, monitorar redes escolares e ampliar o alcance de serviços.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda investe apenas 2,5% do PIB em tecnologia, segundo dados do Lit Search, o que aponta para uma oportunidade significativa de expansão. “A tecnologia já provou sua eficácia. O desafio agora é escalar essas soluções de forma ética, inclusiva e segura. Nosso papel é mostrar que é possível modernizar o serviço público sem perder de vista o cidadão e o impacto social das escolhas tecnológicas”, avalia Gustavo de Paula.

