Lifelong Learning: estudar nunca foi tão caro (e tão necessário)

A ideia de ir para a universidade, obter uma graduação, um MBA e parar por aí já estava ultrapassada, quando a IA chegou. Agora, 8 em 10 pessoas sentem a necessidade de continuar ou ampliar suas habilidades ao longo da vida. O relatório “Tomorrow’s Skills”, do Santander, mostra que as três razões principais para manter o aprendizado contínuo são: atender às novas demandas tecnológicas e do mercado de trabalho; impulsionar a empregabilidade e a competitividade profissional; e aumentar a eficiência e a produtividade no trabalho.
Para se ter uma ideia do impacto da IA nas escolhas profissionais, 38% dos participantes da pesquisa sentem que a formação recebida não os preparou o suficiente para o mercado de trabalho e 39% agora escolheriam estudar algo diferente. Uma em cada três pessoas que trabalham acredita que a IA as substituirá no futuro.
Pelo menos 58% concordam que seu conhecimento em IA será crucial para entrar e permanecer no mercado de trabalho, embora muitas tenham ficado decepcionadas com a formação recebida nessa área. Ainda que 81% dos 15.000 participantes em 15 países demonstrem uma clara disposição para continuar aprendendo, eles consideram o custo (44%) e a falta de tempo (31%) como as maiores barreiras para a aquisição de novas competências na idade adulta.

No recorte por país, 88% dos brasileiros ouvidos consideram o aprendizado contínuo importante ou muito importante em seu desenvolvimento profissional. As principais áreas de desenvolvimento se concentram em torno de Tecnologia e Digitalização, Soft Skills, Ferramentas para Trabalho, Idiomas e Saúde e Bem-estar. A maioria (80%) acredita que Lifelong Learning será vital daqui para frente, 72% confiam em sua capacidade de se manterem competitivos no mercado e 69% entendem que a IA será fundamental para seu trabalho.
Em relação aos jovens que ainda vão ingressar no mercado de trabalho, 69% dos brasileiros acreditam que ficará cada vez mais difícil. E em relação a ampliar a empregabilidade dos profissionais, a maior responsabilidade é individual (43%), seguida do setor público (29%) e depois pelas organizações (26%). A maior barreira que se coloca entre brasileiros e o aprendizado contínuo continua sendo o custo (48%). O tempo (27%) tem um peso menor, assim como as restrições de orçamento das empresas (21%).
- A educação continua sendo uma barreira para melhores empregos no Brasil, aponta relatório recente da OCDE. Entre os que chegam ao Ensino Superior, o prêmio salarial supera 140%. Apenas 4% dos jovens entre 25 e 34 anos chegam ao mestrado.
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