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Dorian Lacerda comemora 30 anos no mercado de internet

Nas últimas três décadas, Dorian Lacerda vivenciou a transformação impulsionada pela propagação da internet, o que acabou também mudando o rumo das empresas que criou. A DGLNet foi um dos primeiros provedores de internet do Brasil. Depois veio a ISAT — agora Inspand —, que virou referência em sistema de gestão de aprendizagem (LMS), educação corporativa e transmissão de eventos ao vivo. Um dos fundadores e diretor da Abranet, Lacerda acompanhou as mudanças que moldaram o cenário digital no Brasil.

 

“Eu vivi toda a transformação digital das pessoas, das empresas e da sociedade”, disse em entrevista à Abranet. “Cada uma das nossas experiências, ao longo dos 30 anos, vivenciou a conexão, o site, o conteúdo, a ligação, o vídeo, o streaming, a educação, o e-commerce, o fitness, todas as derivações que surgiram a partir da internet. E, depois de 30 anos, eu digo para você que eu sempre continuei pensando nas conexões e naquilo que conecta o capital humano, o desenvolvimento, porque é a forma que a gente continua impactando mais pessoas”, completou, falando da evolução das empresas, de provedor com conexão discada à internet à empresa de educação corporativa.  

 

Logo no início da internet, o grande desafio estava no fato de as pessoas terem acesso à internet, até porque poucas tinham computadores. Isso evoluiu, mas Lacerda faz uma ressalva: “a onda da conectividade não chegou para todos na mesma qualidade e no mesmo tempo. Foram 30 anos e ainda existe muita gente que não tem uma conectividade plena”, pontua.

 

Um marco, ele diz, se deu em 1998, quando transmitiu vídeo na internet. “Ali projetamos que a internet seria vídeo — e nem exista banda larga ainda”, conta. Quatro anos mais tarde, criou a TV Feira, uma iniciativa que percorria eventos filmando estandes e publicava na internet. “Era algo disruptivo”, lembra, acrescentando que foram gravadas cerca de 3 mil entrevistas e em mais de 20 feiras.

 

De certa forma, a ideia da TV Feira abriu caminho para uma mudança na DGLNet. A nova marca — Isat — gerava e distribuía conteúdo. “A DGLNet era uma empresa que vendia acessos à internet a pessoas e empresas. A Isat começou a olhar o conteúdo e o negócio de aprendizagem; começou a surgir a ideia da educação, da comunicação, do vídeo e do conteúdo que fariam relevância na onda do da internet, com a transformação digital usando conteúdo”, assinala.

 

Ao colocar valor em cima da conectividade, Lacerda abriu nova frente de atuação, passando a atender empresas no segmento da educação corporativa. “A gente chegou a criar um canal webcast, onde você podia assistir todos os eventos através da web. Também criamos uma plataforma de e-learning para treinamentos a distância”, relata.

 

A plataforma evoluiu, agregou ferramentas de inteligência artificial, e hoje atende a mais de 6 milhões de pessoas no mercado corporativo, espalhadas em mais de 20 países. Mais recentemente, há cerca de dois anos, outra evolução levou à mudança para se chamar Inspand e se transformar em provedora de soluções em educação corporativa.  

 

“Fomos de provedor de internet, de serviço de e-mail com a DGLNet, para conteúdo, acesso e muito streaming com a Isat e, dois anos e pouco atrás, nós nos reunimos e criamos uma nova identidade da empresa. Agora que conecte pessoas e que a gente transforme o nosso propósito em ajudar as pessoas e as empresas com a transformação digital por meio da educação corporativa”, detalha.

 

E, com a nova identidade, Lacerda decidiu que ele deveria procurar fazer a sucessão de forma a garantir a longevidade da empresa. Assim, saiu do cargo de CEO e passou a trabalhar como conselheiro, abrindo espaço para novas lideranças — Cristiano Franco foi nomeado CEO.  

 

“Se queremos uma empresa que perpetue por muitos anos ainda, isso exige uma constante revisitação nos seus valores e nas suas crenças”, destaca. “A vida é movimento. A empresa é movimento. Se você escolheu trabalhar com a transformação digital ou com a internet de alguma forma, não dá para você usar a mesma regra de outros segmentos onde as coisas demoram. Você tem que estar aberto a mudanças e tem que encarar os desafios. Hoje, eu acho que a gente vive um momento fruto de uma transformação que demorou 30 anos”, reflete. 
 

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