Cabo submarino Brasil-Europa quer extensão para conectar Fernando de Noronha
Uma proposta para conectar Fernando de Noronha ao cabo submarino que ligará Brasil ao continente europeu foi apresentada dia 2 de maio ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, pelo presidente da Telebras, Jorge Bittar, e pelo presidente da EllaLink, João Pedro Flecha de Lima. A EllaLink é a joint-venture criada entre a estatal brasileira e a espanhola Islalink para cuidar do projeto de cabo submarino Brasil-Europa.
De acordo com a assessoria de imprensa da Telebras, a proposta de conexão da ilha de Fernando de Noronha pelo cabo submarino Brasil-Europa foi bem-recebida pelo governo de Pernambuco. A estatal divulgou que o governo estadual estaria disposto a apoiar investimentos para realização de uma extensão para o local já que o cabo passará 60 km distante da ilha. O governador solicitou uma proposta formal da EllaLink e da Telebras para viabilizar o acordo. Haverá nova reunião entre as duas partes, neste mês de maio, para avançar na parceria.
Atualmente, a interligação direta do Brasil com o continente europeu ainda se dá por meio de um único cabo, lançado há quase duas décadas e já completamente esgotado em sua capacidade de transmissão de dados. Todos esses cabos são de propriedade de empresas privadas, controladas por grupos estrangeiros, com alguma participação de empresas e investidores nacionais.
A previsão de investimentos para a construção do cabo é de US$ 185 milhões. Em junho de 2015, foi assinado Acordo de Acionistas entre a Telebras e a IslaLink para constituição de estrutura societária com controle de capital nacional, e criada a empresa EllaLink, que vai coordenar a implantação do projeto.
Ao longo do ano de 2016 a nova empresa terá como principal foco consolidar acordos de fornecimento de serviços com potenciais clientes e, ainda no primeiro trimestre do ano, será iniciado o processo de seleção dos potenciais fornecedores para construção do sistema.
A entrada em operação do cabo está prevista para 2017 e terá capacidade total de 30 terabits por segundo, iniciando a operação com 500 gigabits.
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