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Conteúdo sob demanda é desejo de consumidor. Programadoras apostam no formato

Os assinantes da TV paga já entenderam que podem consumir parte do conteúdo do pacote que assinaram a partir de diversas plataformas e sob demanda. Incorporar mais programação e melhorar a experiência do usuário são agora desafios que tanto as operadoras quanto as programadoras enfrentam para expandir este mercado.
Neste cenário, as plataformas móveis ganham espaço. Mais da metade (53%) da programação do Telecine não-linear é acessada via dispositivo móvel. Em média, 11 filmes são assistidos por mês na plataforma TV Everywhere. “Hoje, consumidor está entendendo as janelas e as opções que têm”, afirmou Flávia Hecksher, diretora de marketing do Telecine, durante painel realizado nesta quinta-feira na ABTA.
A receptividade do cliente pelo conteúdo sob demanda fica bem clara ao se observar os números do Telecine. Nos últimos quatro anos, até 2014, o canal somou 13 milhões de transações no conteúdo não-linear e apenas em 2015 o Telecine deve chegar a 9 milhões de transações. De acordo com a executiva, 20% da audiência de um filme no primeiro mês vem do sob demanda. O aplicativo do Telecine Play soma 7 milhões de downloads, sendo 57% na plataforma Android. Mas são os clientes de iOS que consomem mais.
No entanto, Flávia Hecksher reconhece que ainda é preciso melhorar a interface para os usuários, principalmente, melhorar o processo de login.
As programadoras também estão aproveitando as plataformas sob demanda para fomentar a audiência de conteúdo que não tem desempenho como esperado no linear. A Discovery tem visto que programas que não respondem bem no linear quando são colocados para consumo no não-linear vão bem. “Entendemos melhor a demanda e lançamos mais canais em vídeo sob demanda. Também entendemos que o volume de conteúdo precisa ser maior; por exemplo, o consumidor quer ver todos os episódios das séries”, disse Alessandra Pontes, da Discovery.

A NET Serviços também observa esta mudança. Atualmente, cerca de 20% do tempo do assinante da operadora é gasto na plataforma sob demanda Now. E o consumo tem aumentado.  

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