Faixa de 6 GHz é imprescindível para que o Wi-Fi seja de todos

A liberação da faixa de 6 GHz resulta em ganhos com a inovação tecnológica, melhoria da qualidade das conexões e redução dos custos de produção, destacou Tomás Paiva, sócio de Demarest e advogado da Abranet, em artigo publicado no jornal Valor Econômico e assinado em conjunto com Alessandra Ungria, advogada da área de TMT, Direito Público e Regulatório e Infraestrutura do Demarest.
Para os consumidores, o acesso à internet em uma zona Wi-Fi possibilita uma melhor experiência de navegação em relação à telefonia celular, assim como viabiliza a economia da franquia de dados – equipamentos conectados ao Wi Fi não consomem a franquia de dados da telefonia celular. Ou seja, o Wi-Fi barateia a navegação na internet, diz o artigo.
Para eles, a Anatel acertou ao liberar, em 2020, 1.200 megahertz na faixa de 6 GHz para uso livre, possibilitando a operação das tecnologias Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E, e, futuramente, Wi-Fi 7. Com isso, o Brasil alinha-se a países como os Estados Unidos.
Para que o Wi-Fi seja de todos, é imprescindível ainda que a faixa de 6 GHz permaneça totalmente aberta, permitindo-se o uso dos 1.200 MHz aprovados pela Anatel. Isso porque as redes Wi-Fi funcionam organizadas em canais, e um dos diferenciais da tecnologia Wi-Fi 6E é proporcionar transferências de dados ultrarrápidas com uso de 7 canais com largura de 160 MHz cada. Caso a redução do espectro livre aconteça, ocorreria redução drástica para apenas 3 canais de 160 MHz, privando o Brasil da melhor experiência com as novas redes Wi-Fi, destaca o texto.
Leia o artigo na íntegra no Valor.
