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Mais da metade dos moradores do estado de São Paulo comprou pela internet nos últimos 12 meses

A Fundação Seade analisou hábitos de consumo pela internet entre residentes no Estado de São Paulo e constatou que a maioria dos entrevistados (68%) realizou compras ou contratou serviços pela internet nos 12 meses que antecederam a realização da pesquisa.
A análise foi feita a partir dos dados de pesquisa realizada pela Fundação Seade, por meio de coleta remota, utilizando Unidade de Resposta Audível (URA), em fevereiro de 2023. 
Entre as compras realizadas, destacam-se eletrônicos ou eletrodomésticos, cursos, produtos de turismo e, em menor medida, de supermercado. A pesquisa também mostra que a prática dessas compras é maior nos estratos mais elevados de renda e instrução e diminui conforme o avanço da idade. 
Em nota, Lilia Belluzzo, da Divisão de Estudos e Projetos Sociais da Fundação Seade, destacou que os hábitos de consumo pela internet podem ser associados aos atributos mais frequentes dos usuários das tecnologias de informação e comunicação (TICs), ou seja, quanto mais elevada a escolaridade e a renda, maior é a propensão de acesso e utilização da internet em suas diferentes aplicações, dentre as quais a aquisição de bens e serviços.
O consumo online tende a ser maior no município de São Paulo, que tem uma média 6 p.p. maior que a do interior do Estado. Por outro lado, o gênero não se mostra, na maioria dos casos, como um importante fator de diferenciação dos consumidores.  
Embora o hábito de comprar pela internet esteja bastante disseminado, cerca de 30% dos paulistas se mostram refratários a essa prática, proporção que se eleva entre os mais idosos, de menos escolaridade e menor rendimento no domicílio. 
Entre as motivações alegadas pelos entrevistados para a não adesão ao comércio on-line estão o desconhecimento de como utilizar a internet (cerca de 40%), seguido por insegurança (27%) e falta de acesso à rede (15%). 
Confira o estudo.

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