Ronaldo Lemos, do ITS Rio, defende autorregulação da internet

Ronaldo Lemos, do ITS Rio, defendeu a autorregulação da internet durante sua fala na abertura do 3º Congresso Brasileiro de Internet (CBI), evento realizado, nesta quinta (22/06), pela Abranet em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), reunindo os maiores especialistas em tecnologia, regulação e políticas públicas dos setores público, privado e da academia.
Lemos aproveitou sua fala para divulgar o anúncio do relatório do conselho de supervisão da Meta, que é um órgão independente que toma decisões finais sobre conteúdos com relação a Instagram e Facebook e do qual ele é os membros, cujo ponto principal do texto diz respeito à incitação de violência física e política.
“É uma decisão que eu acho que tem diretrizes importantes para se pensar. Não é só a questão de regulação, mas também a questão de autorregulação e de regulação independente”, disse, defendendo a autorregulação como poderosa ferramenta capaz de promover profundo impacto.
“A quantidade de mudanças que Facebook e Instagram fizeram nesses últimos três anos é avassaladora. O relatório tem muita mudança importante de governança, transparência e exposição inclusive de condutas errôneas que a empresa. Então, eu acho que esse modelo ele deve, sim, ser considerado nos debates que a gente tem inclusive aqui no Brasil, acrescentou
Economia do conhecimento
Lemos também destacou que o País precisa participar cada vez mais da economia do conhecimento. “Acho que essa é a nossa missão primordial. Sempre que eu olho para alguma política pública eu penso no que isso ajuda o Brasil a participar da economia do conhecimento, porque o Brasil é muito bom em gerar riqueza a partir da natureza. Mas precisa fazer com que cada um de nós, indivíduos, possamos ter a oportunidade de participar da economia do conhecimento, que eu defino como a gente viver das nossas ideias, aquilo que está na nossa cabeça e não necessariamente da natureza. Isso para mim é a chave para o desenvolvimento do País.”
Segundo ele, os brasileiros são excelentes consumidores de tecnologia, mas enquanto produtores ainda é preciso disseminar mais e espalhar mais a capacidade de inovação. “A gente tem que ter uma agenda defensiva como a gente tem de lidar com os erros das plataformas de controlar poder efetivo concentração, mas a gente precisa ter também uma agenda propositiva que responda o que que nós queremos da tecnologia; que áreas a gente quer guiar como Norte”, enfatizou.
Assista à fala de Ronaldo Lemos, do ITS Rio.
Fotos: Paulo Victor Lago


