De necessidade a tendência: como o e-commerce se tornou protagonista no varejo global

Quando o lockdown da pandemia começou, em março de 2020, o varejo global teve que correr para encontrar novas formas de venda online. Era preciso mudar ou adaptar o modelo de negócios, sob pena de desaparecer. Da mesma forma, consumidores do mundo todo, impossibilitados de ir às lojas e mercados físicos, mudaram seus hábitos de compra e de confiança.
Um relatório da Administração do Comércio Internacional (International Trade Administration – ITA) mostra que a participação do e-commerce (B2C e B2B) no total de receita do varejo global subiu de 13,6% em 2019 para 21,8% em 2024, um crescimento de oito pontos percentuais na fatia da pizza que compete ao comércio online (gráfico abaixo).
Nas empresas de todos os tamanhos, o movimento em busca de resiliência com a venda online levou à adoção de novas tecnologias e a uma corrida por talentos com habilidades digitais.
China (72%), Brasil (65%), Índia (61%), Espanha (60%) e Reino Unido (54%), segundo a ITA, tiveram as maiores adesões do varejo B2B ao e-commerce logo no início da pandemia.
Os marketplaces continuaram a ser o destino #1 dos consumidores (47%).
Dois pontos relevantes: o aumento da receita online dos pequenos negócios e o avanço do modelo DTC (Direct-to-Consumer).
Para onde vai o e-commerce em 2025?
No Brasil, a receita do varejo com vendas online foi de R$ 204,3 bilhões em 2024 (dados da ABComm – Associação Brasileira do Comércio Eletrônico). Isso equivale a um crescimento de 10,5% na receita sobre o ano anterior.
Para 2025, a ABComm projeta um faturamento de R$ 234,9 bilhões, com aumento do ticket médio (R$ 539,28) e do número de consumidores (94,05 milhões). A ampliação dos meios de pagamento digital (incluindo Pix parcelado e Pix por contato, por exemplo) é um fatores de impulso para o ano.
Para comparação: a receita de e-commerce em 2020, o ano de início da pandemia, foi de R$ 87,4 bilhões. Historicamente, foi o melhor desempenho do e-commerce brasileiro desde 2007, com um crescimento de 41%. Os dados são do relatório Webshoppers, produzido pela consultoria Ebit/Nielsen em parceria com Bexs Banco.
Globalmente, o e-commerce deve exceder US$ 6,8 trilhões em 2025, segundo um relatório do Emarketeer, podendo chegar US$ 8 trilhões em 2029.
Com a chegada mais forte da IA no setor, hiperpersonalização, uso de chatbots para atendimento ao cliente e voice commerce são incrementos de experiência que devem acelerar.
O que os consumidores digitais globais têm em comum?
Os marketplaces funcionam não apenas como local de compra, mas também como um “site de busca” por produtos para os consumidores. Ainda assim, continuam a ser os maiores geradores de receita online.
Os maiores geradores de satisfação continuam sendo flexibilidade e rapidez na entrega.
Sobre a entrega, um fenômeno interessante aparece: o uso de lockers para a retirada da mercadoria. Em 2021, segundo o Statista, o mercado de armários inteligentes para encomendas chegou a US$ 722,1 milhões. A estimativa é que ultrapasse US$ 1 bilhão a partir de 2024.
Em 2024, as receitas globais geradas por meio de plataformas de mídia social chegaram a quase US$ 700 bilhões, um aumento de aproximadamente 23% em comparação ao ano anterior. A expectativa é que o Social Commerce represente 17,1% do total de vendas online em 2025. Seus maiores fãs são os consumidores da Geração Z, e o TikTok, seu point preferencial.
Acesse o texto original, na íntegra, publicado por The Shift.
https://theshift.info/hot/de-necessidade-a-tendencia-como-o-e-commerce-se-tornou-protagonista-no-varejo-global/
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